Rafael de Toledo Barros

Cirurgia de Cabeça e Pescoço

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8 em cada 10 brasileiros descobrem o câncer de cabeça e pescoço tarde demais, e isso tem solução

Julho foi o mês verde. A cor representa a campanha nacional, e internacional, de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço, instituída pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e apoiada pela Organização Mundial da Saúde. O dia 27 de julho marca o Dia Mundial de Prevenção e Combate a esses tumores. E em 2026, o momento não poderia ser mais urgente.

O Instituto Nacional de Câncer estima um pouco mais de 42.000 novos casos desse grupo de tumores só no Brasil neste ano. São cânceres que surgem na boca, na garganta, na laringe, nas glândulas salivares, no nariz, nos seios paranasais e na tireoide. O país ocupa posição de destaque entre os países com maior incidência no mundo. E ainda assim, cerca de 80% dos pacientes chegam ao diagnóstico apenas em estágio avançado, quando o tratamento é mais agressivo, as cirurgias mais extensas e as chances de cura, menores.

Por que o diagnóstico chega tarde?

Porque os sintomas iniciais não parecem graves. Uma rouquidão que insiste em ficar. Uma ferida na boca que demora a fechar. Um caroço no pescoço que apareceu faz algumas semanas, entre muitos outros pequenos sintomas. São sinais que, isolados, quase todo mundo atribui a algo passageiro, uma inflamação, o estresse, o tempo seco, a mudança de clima.

E aí o tempo passa. Semanas viram meses. O sintoma persiste, mas não dói o suficiente para mobilizar uma consulta. Quando o paciente finalmente chega ao especialista, o tumor já cresceu, já pode ter comprometido estruturas vizinhas, já pode ter chegado aos linfonodos do pescoço.

O problema não é falta de acesso, em muitos casos, é falta de informação sobre o que observar e, principalmente, sobre por quanto tempo observar antes de agir. A referência é simples: qualquer sintoma persistente por mais de 15 dias nessa região merece avaliação. Sem exceção.

Os sinais que não devem ser ignorados

Os cânceres de cabeça e pescoço raramente se anunciam com dor intensa no começo. O que eles fazem é persistir, e é a persistência que deve ser o gatilho para agir.

  • Ferida na boca, lábio ou língua que não cicatriza em 15 dias;

  • Rouquidão que não passa em duas semanas;

  • Sensação de algo preso na garganta sem causa identificada;

  • Nódulo no pescoço de surgimento recente;

  • Dificuldade progressiva para engolir;

  • Tosse persistente sem causa respiratória clara;

  • Dor de ouvido sem diagnóstico explicado;

  • Perda de peso sem motivo aparente.

Fumantes, ex-fumantes, pessoas com consumo frequente de álcool e adultos com histórico de infecção pelo HPV têm risco aumentado, e devem ser ainda mais vigilantes. Mas uma parte crescente dos pacientes que chegam ao consultório hoje não tem nenhum desses fatores. São adultos entre 40 e 55 anos, sem tabagismo, sem etilismo, que simplesmente não imaginavam que poderiam estar nesse grupo de risco.

A importância da avaliação especializada

Um cirurgião de cabeça e pescoço consegue, em uma consulta, examinar as regiões que não são visíveis a olho nu — laringe, faringe, cordas vocais, linfonodos — e determinar se há necessidade de investigação adicional. Na maioria das vezes, o exame vai tranquilizar. Em alguns casos, vai mudar o curso de uma vida, porque o diagnóstico vai chegar cedo o suficiente para fazer toda a diferença.

Está com algum sintoma que persiste e ainda não foi avaliado? Agende uma consulta com o Dr. Rafael de Toledo. Diagnóstico precoce é o melhor tratamento.

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